quinta-feira, 12 de setembro de 2019

EU, JIMMY CONNORS E MARIA ESTHER BUENO


Corria o ano de 1982, setembro. E lá estava eu, em Nova York, hospedado no Regency, um baita hotel, na Park Avenue. Tão chic era o Regency que você, na época, não tomava seu breakfast sem paletó. Eles tinham alguns de reserva para os menos avisados. O elevador, por exemplo,  era um luxo, com ascensoristas - para quem são sabe do que se trata esta "coisa fora de moda", são pessoas que conduzem os elevadores - usavam (será que ainda usam?) impecáveis uniformes, com alvíssimas luvas brancas. Enfim, um hotel maravilhoso.

Pois, justo no dia da final do US Open (um dos mais importantes Grand Slam mundial) eu estava no meu apartamento (hoje a diária custa US$ 1.600) no Regency  assistindo à final do torneio daquele ano, quando Connors venceu Ivan Lendl. Foi como se estivesse comemorando seu aniversário, ele que nasceu em 2 de setembro de 1952.

Visto o jogo, a entrega do troféu, tomei um banho, coloquei uma roupa para sair e desci. Para minha alegre surpresa, quando o elevador chegou ao térreo e a porta abriu vi, ali, na minha frente, o campeão do US Open de 1982. O próprio Jimmy, carregando suas raquetes, toalhas. Nada de assessores ou aspones. 

Estendi a mão para ele: congratulations mister Connors.

Com simpatia e um sorriso estendeu a mão para mim e perguntou de onde eu era.

From Brasil!

Ô, Maria Bueno (com sotaque). Fantastic!

E entrou no elevador.

E me deixou ali, pensando: quantos brasileiros sabiam, na época, ou sabem hoje, sobre quem foi Maria Esther Bueno, que no exterior era conhecida como Maria Bueno, a referência do Brasil para o mundo do tênis. Até hoje!


Para quem não sabe: Maria Esther Andion Bueno, o maior nome do tênis feminino no Brasil, nasceu em São Paulo (SP) em 11/10/39 e nos deixou em 2018. Venceu 71 torneios, entre eles 7 Grand Slam individuais, 11 em duplas e um em duplas mistas. Foi a primeira no ranking em 1959, 1960, 1964 e 1966. Deixou o tênis em 1977.

No ano seguinte seu nome foi incluído na galeria do International Tennis of Fame. E uma estátua, em tamanho natural (1,70 m de altura) está lá, no famoso museu de cera Madame Tussauds, em Londres.

Ah, ia esquecendo: no quesito uniforme, ela foi a precursora a  usar saiotes mais curtos para jogar. Antes dela, as mulheres usavam longos e desengonçados saiotes.

Obs: Naquele ano de 1982 eu trabalhava na maravilhosa Sucursal de O Globo, em São Paulo, e fui aos EUA a convite de Mário Garnero, um dos mais competentes empresários brasileiros,  comandante do  Brasil Invest. 

chicolelis. 

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

ULALÁ! COROLLA 2020 É FLEX HÍBRIDO E LINDÃO


Uso a expressão "ULALÁ" (sempre assim, em maiúsculas) para manifestar minha admiração diante de algo que me surpreende. Muitas vezes me referindo a uma moça, não apenas pela beleza, mas pelo conjunto. Até o olhar conta. Foi dai que soltei um ULALÁ, quando conheci o Corolla 2020, de última geração, com toda a tecnologia na sua motorização, suspensão ou sistema de entretenimento e beleza do seu novo design. E, além de todas essas "belezuras", é o primeiro veículo Híbrido Flex no Mundo.

Ele ficou muito elegante, com seu design, que não ousou além da conta, mas conseguiu sair da mesmice, mostrando-se moderno, elegante e com um "quê" de robustez. O seu olhar, representado pelos conjuntos óticos também se destacam, com os faróis conectados à grade superior. 


Por dentro, mesmo na versão mais simples, a GLi 2.0 Dynamic Force Flex (R$ 99.990) o acabamento também seu seu charme, com materiais que não ofendem ao bom gosto. As demais versões são a XEi 2.0 Dynamic Force Flex (R$ 110.990); Altis 2.0 L (DFF) e o Altis  Híbrido Flex, 1.8 L, ambos custando R$124.990. Destaque-se a igualde de valores entre os dois modelos, já que,em geral, o carro híbrido é mais caro que o convencional.

O carro mais vendido no mundo, produzido em 15 fábricas  pelo globo, vendido em mais de 150 países, já são mais de 45 milhões de unidades. No Brasil é líder do seu segmento há cinco anos.


Ele chega na versão sedã, com duas opções de motores: 2.0 L Dynamic Force, com transmissão Direct Shift, de 10 velocidades, 177 cv utilizando etanol e 169, com gasolina. O motor da versão híbrida, 1.8 L, com 101 cv (etanol) e 98 (gasolina) tem dois motores elétricos, ambos com 71 cv. Para produzi-lo em Indaiatuba (SP), a Toyota investiu R$ 1 bilhão.

TNGA



TNGA? É sigla, em inglês, que significa, em português, Nova Arquitetura Global Toyota. Ela tem por finalidade dar mais conforto ao dirigir, melhorando a estabilidade, agilidade e resposta em razão do centro de gravidade mais baixo, maior rigidez na estrutura, melhores distribuição de peso e estabilidade aerodinâmica. Como resultado, uma sensação de melhor condução. Além disso, melhora a posição de dirigir.

Híbrido flex e seguro



O sistema híbrido no Corolla combina três motores, sendo dois elétricos e um a combustão, movido a gasolina ou etanol. Eta mescla é capaz de levar o híbrido da Toyota a fazer mais de 20 km na estrada com apenas um litro de combustível. Na cidade, é capaz de fazer 10,9 km/l, em ambos os casos usando gasolina.


Com um centro de gravidade mais baixo,o novo Corolla ganhou mais estabilidade, com motor e transmissão colocados em posição mais baixa,em razão de sua estrutura compacta e materiais mais leves. Enquanto o capô ficou mais baixo, utilizando-se peças e componentes menores. Na versão híbrida, a bateria foi instalada sob o assento do banco traseiro.

Outra vantagem do Corolla híbrido, é que ele está livre do rodizio, em qualquer período ou dia da semana. Como os demais modelos na nova geração, o Corolla Híbrido tem cinco anos de garantia.

Desde a sua versão de entrada, a GLi, o Corrola chega ao mercado com sete air-bags, sendo dois frontais, dois de cortina, dois laterais e um de joelho, para o motorista. Vem também com câmera de ré, com linhas de distância e projeção na central multimídia, acendimento automático dos faróis e ajuste de altura; controle eletrônico de estabilidade (VSC), eletrônico de tração (TRC), assistência de arranque em subidas.


Na versão Altis, mais sofisticação, como um radar de ondas milimétricas que, combinado com uma câmera monocular, detecta uma variedade de perigos para o motorista. Entre eles, o sistema pré-colisão, avisando o motorista de perigos como aproximação de veículos à frente. Um sinal sonoro alerta o perigo de colisão.

ULALÁ!!!! Para o Corolla Flex Híbrido.

chicolelis.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

SERÁ QUE FOI MESMO O SACI?


Isso aconteceu no campo de provas de uma montadora no Interior de São Paulo, em meados dos anos 80. Entre os vários testes havia um para verificar se a vedação impedia a entrada de pó nos automóveis. Era feito com o que havia de melhor na época: uma picape seguia à frente, na estrada de terra, levantando toda a poeira do mundo.

Como? Arrastava uma espécie de trave "forrada" por folhagens e galhos de árvores, que causava o efeito  necessário para o teste de isolamento do veículo. A pista tinha cerca de 4 km de extensão, toda a em terra, com pedregulhos, irregular e perfeita para avaliações dos veículos fora de estrada e a pesquisa em questão, pois a região é de pouca chuva e poeira lá é o que não falta.

Daí, o carro seguia a picape ou melhor, a poeira. Curvas para a direita, para esquerda, em frente, subidas e descidas. Tudo que a poeira fazia, o engenheiro do carro fazia igual.

Ao final, todo ele era analisado, interior, porta-malas, capô. Tudo mesmo, tal qual faz o pessoal do CSI na "cena do crime", só faltando mesmo o "Luminol", mas não era o caso de se descobrir sangue, e sim o pó que conseguisse furar o bloqueio projetado pela Engenharia da fábrica visando garantir o conforto e bem estar dos ocupantes do veículo.

Bem, seguindo as regras do campo de provas, o condutor do carro "perseguia" a poeira, sem enxergar absolutamente nada. Nada mesmo! Só o pó. Eu cheguei a acompanhar um teste desses. Algo assustador. 

Não havia problemas com aquele tipo de trabalho e, na maioria das vezes, a engenharia havia acertado a questão do isolamento, nem poeira o "testador" cheirava.

Só que, num dia qualquer, quando a picape virou para a esquerda, um vento forte soprou reto e a poeira, ao invés de seguir a picape, se lançou em frente, seguida pelo carro em teste, que foi parar num barranco. E o motorista da picape, inocentemente, também seguiu em frente só percebendo que  acontecera, quando o carro parou no barranco.

Soltou o cinto de segurança e, assustado, mas ileso, sem nem mesmo um arranhão, e também sem nada entender,  o engenheiro saiu do carro. E chegou à conclusão que fora uma apenas uma lufada, muito forte, de vento que fizera aquela "traquinagem" e desaparecera.

Ficou esperando que fossem rebocar o veículo do teste. Como a pista ficava no meio do mato, ele chegou  até a pensar que aquilo talvez tenha sido obra do Saci Pererê, que vez por outra aparecia lá por aqueles lados,como garantem os criadores de Saci da região. 




segunda-feira, 27 de maio de 2019

NOVOS MOTORES FCA CRIAM 1,2 MIL EMPREGOS


Europa também utilizará motores de Betim 


A FCA Fiat Chrysler Automobiles e seus fornecedores, vão criar 1,2 mil novos empregos a partir de 2020 na nova fábrica que a montadora erguerá no complexo industrial de Betim (MG). Lá, serão produzidas 100 mil unidades/ano da  nova linha de motores. Para tanto, a empresa está anunciando investimentos de R$ 500 milhões, o que significa ampliar para R$ 8,5 bilhões os investimentos na cidade mineira, entre 2018 e 2024.

Os novos motores, que já equipam modelos Fiat na China e na Polônia, fazem parte de uma linha, com versões turbo, de três e quatro cilindros, chamadas de T3 e T4 e o novo E4, cuja patente foi desenvolvida para o nosso País, com tecnologia turbo, própria para o uso de etanol.

Mas os novos motores não serão apenas para uso nos modelos Fiat e Jeep produzidos no Brasil. Até 2022, a FCA deverá exportar 400 mil motores para a Europa, conforme anunciaram o CEO mundial da empresa, Mike Manley e o CEO do grupo para a América Latina, Antonio Filosa. Também os propulsores Fire e Firefly, já produzidos em Betim, serão mandados para a Europa.

Ao comentar a escolha do Brasil para a instalação da nova fábrica de motores, que atraiu o desejo de outros países onde a montadora está instalada, Manley afirmou que são claros os sinais da recuperação brasileira no mercado automobilístico, então “na média, as vendas de veículos crescem 10% este ano e nós da FCA estamos com expansão ainda maior”, justificou.


terça-feira, 14 de maio de 2019

O GROSSEIRO MONSIEUR SE DEU MAL

A monumental entrada de Versailles

O lindo jardim, que inspirou o do Museu o do Ipiranga, em São Paulo

Foi uma bela viagem à França, com passagem pela Inglaterra e Itália, lá pelo início dos anos 80. Éramos em quatro. Eu e três moças. Paris é realmente uma festa. Uma em cada esquina, com todas as luzes que justificam seu "apelido" de Cidade Luz.

O Louvre mostrou sua força com um acervo realmente esplendoroso. Ainda não tinha a pirâmide. Mas foi no Museu Jeu de Paume (que até 1986 abrigava pinturas dos impressionistas), que encontramos obras do meu pintor preferido, Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa, que com sua arte mostrou a beleza da noite parisiense. Fomos a muitos cantos da cidade, sempre usando a sua fabulosa malha metroviária. Tudo uma delícia, muito embora tenhamos enfrentado o que não se possa classificar como bom humor dos parisienses. Em viagens posteriores ao interior França, descobri que o mau humor é uma característica do povo da Capital.


Um luminoso interior

Por falar em mau humor e grosseria, não posso deixar de falar de um episódio ocorridos após a nossa visita ao palácio de Versailles, um lugar realmente espetacular. E lembrar que ele começou como um simples Pavilhão de Caça do rei Luís XIII. Mas seu filho, Luís XIV fez uma grande reforma, transformando-o na moradia da realeza, pois ele queria fugir da "muvuca" que tomava conta de Paris. Então, a partir de 1682 e durante alguns anos, o Châteu de Versailles foi a sede da realeza francesa.

Pois fomos lá, visitar aquela beleza. Um detalhe, quando entramos no Metrô que nos levaria à conexão com o trem (RER - Reseau Express Regional) para lá, um gatuno levou a carteira com o dinheiro de uma das moças. Felizmente só o dinheiro se foi. Alguns francos franceses para as despesas do dia. Na época, nem se sonhava com euros. Fomos em frente. Visitamos e adoramos.

Na volta, ao comprar os bilhetes para o RER, minha amiga, que fala fluente francês, teve uma prova do mau humor e grosseria do funcionário da bilheteria. Ao verificar que o homem havia dado um troco muito, mas muito maior, do que devia, ela voltou ao guichê. dizendo que ela havia errado no troco. 

- Verificasse na hora, não aceito reclamação depois. 

E saia daqui!

Surpresa, a minha amiga respondeu com delicadeza:

- "Monsieur, Vous vous souviendrez de moi aujourd hui quand vous fermerez la caisse à la fin de la jounée".

Tradução: O senhor vai se lembrar de mim quando fechar seu caixa no fim do dia.
Deve ter lembrado - e deve se lembrar até hoje - porque seu troco foi o suficiente para pagar as refeições, de nós quatro, por dois dias. 

Sem contar uns troquinhos para o cafezinho.



terça-feira, 7 de maio de 2019

NO FAROL, O JEITINHO ITALIANO?


Corria o ano de 2011 e lá estávamos, eu e meu querido amigo Vicente Alessi, viajando pela Itália, num poderoso Alfa Romeo, cedido pela Fiat. Nem precisava tanta potência, pois só viajamos pelas estradinhas vicinais onde, além de não pagar pedágio, é possível conhecer melhor o País e as pessoas.

Eu dirigia, pois o Vic, alegando preguiça, se recusava a pegar no volante. Pra mim, tudo bem.

Depois de vários quilômetros e visitas, entre outras, a Prato (onde tem um maravilhoso Museu, o do Tecido), à Torre de Piza, menos torta que muitos prédios aqui da orla da minha amada Santos. E temos uma vantagem, além do Santos FC, claro! Enquanto a torre italiana não pode receber visitas, os prédios tortos de Santos são habitados.

Bem, seguindo por uma dessa estradinhas, passando por pequenos vilarejos, nos deparamos com um semáforo/sinaleira/sinal na entrada de uma delas. E estava vermelho. Ou seja, não podíamos seguir adiante.

Parei e fiquei aguardando o verde.

Com razão, Vic ficou mais impaciente que de costume e dizia: vamos embora, isso tá quebrado.

Usando minha vantagem de estar dirigindo, disse que não!

De repente, um Fiat 500, modelo antigo, passa reto e entra na cidade. Vic enfureceu, alegando que estávamos ali que nem bobos esperando abrir um semáforo que não tinha nenhuma serventia.

- Vamos logo, isso ai tá quebrado.

Mas não obedeci suas ordens.

Segundos depois veio o verde e seguimos adiante.

Nestas pequenas localidades, há sempre uma área para se parar, naquela que é a única e estreita via dos lugares. 

Resolvemos parar e fomos elucidar o enigma do semáforo.

A resposta foi muito simples.

- Nossa rua é muito estreita, temos crianças e idosos andando por ai e não queremos que corram risco, com carros vindos de um lado pro outro.

Quanto ao Cinqüecento que desobedeceu ao sinal: "era um morador da terra. E nós podemos. Simples assim".

Como era hora do almoço, fomos comer num pequeno e encantador restaurante, debruçado sobre um vale, com uma comida dos deuses.

O único desentendimento entre nós na viagem, foi que o Vic se recusou a ir até Pistoia, onde poderíamos conhecer o cemitério onde estavam enterrados os corpos dos nossos heróis da II Guerra Mundial. 

Ah, ia esquecendo. Como fumava o meu amigo Vic!



sexta-feira, 26 de abril de 2019

ARGO TREKKING, PREÇO É SURPRESA. BOA!


Quando todos esperavam que a versão "aventureira" do Argo, o Trekking, ficasse com seu preço acima dos R$ 30 mil, eis que a Fiat surpreende o mercado, com  R$ 58.990. Este é um valor muito atraente, diante dos concorrentes do mercado, como o Chevolet Onix (62.990) e Renault Stepwai  (R$ 60.680).

No que diz respeito ao conforto, mesmo com a sua suspensão redimensionada, em razão do aumento da altura, quer passou para 21 cm acima do solo (4 cm acima do Argo normal), nada mudou. Durante o test drive de lançamento, num trecho de terra leve, o sistema garantiu a comodidade dos ocupantes do Trekking. Nas curvas do asfalto, o comportamento foi bom, sem jogar de um lado para outro motorista e passageiro.

Ele é “rapidinho” nas arrancadas e oferece segurança nas  ultrapassagens, com seu motor FireFly, 1.3, com 101 cv usando gasolina e 109 cv, quando abastecido com etanol (neste caso o torque é de 14,2 Kgfm).


O "aventureiro"


Para receber o sobrenome “Trekking”, além das modificações na suspensão e pneus, o Argo recebeu mudanças externas e internas. Por fora, teto bicolor, barras no teto, para facilitar a colocação de bagageiro, ressaltos  em plástico preto nos para lamas, que conferem aspecto de robustez. O logo Fiat foi escurecido e,como  destaque, o  adesivo “Trekking”. 

Por dentro, o tecido dos bancos escuro, causa impacto, com costura em laranja e o logo do modelo em destaque no encosto. Para aqueles que não abrem mão da tecnologia no entretenimento, multimídia com Uconnect de 7 polegadas, touchscreen com Apple Car Play e Androide Auto. 

Par quem quer mudar um pouco a aparência do modelo, a Fiat oferece como opcionais, rodas de liga leve 6.0, aro 15 e câmera de ré. Isso sem contar com a Mopar, empresa do grupo que oferece inúmeras opções para personalizar o Argo Trekking.






sexta-feira, 12 de abril de 2019

O OMEGA, O TAMBORIM E O SEVERINO

 Warren Browne e Mark Hogan

Foi em 1997 e, tenho certeza, depois do lançamento do Chevrolet Omega, o presidente da GM do Brasil, Mark Hogan, era um dos americanos mais brasileiros que já conheci. Ele e Rick Wagoner, que o antecedeu. Duas pessoas muito especiais, que tinham emoções e as demonstravam. Deixaram saudades quando saíram do Brasil.

Mas um deles, Mark Hogan, se apaixonou pelo Carnaval e todo ano, saindo de Detroit, tenta vir ao Rio de Janeiro torcer pelo sua escola do coração, a Portela, que fica na rua Clara Nunes, e tem integrantes famosos, como  Maria Rita, uma  sambista de primeira.

Só que o ex-presidente da GM do Brasil,  não é apenas um apaixonado pela Portela, ele já desfilou pela escola de Paulinho da Viola. E não foi apenas um elemento numa ala da escola. Não, o Mark não se contentaria em desfilar de novo, o que já tinha feito. Queria algo maior.

E foi tocar na bateria. Verdade! Foi tocar tamborim na bateria da Portela, apesar do ceticismo de muita gente na escola e também na GM. Poucos acreditavam que ele iria conseguir. Venceu o seu lado brasileiro.

Mas, acostumado ao sucesso, como lançamentos do Corsa/Omega/Vectra, e remodelação das fábricas no Brasil, Mark se dedicou a ensaiar para poder tocar direito na Marquês de Sapucaí. E tocou!

Ai entram o Omega e o Severino

Como ele não conseguiria participar dos ensaios da escola, em Oswaldo Cruz, no Rio, ele transformou o Omega de seu uso numa verdadeira "quadra" para ensaiar. 

Todos os dias, o motorista da GM ia buscá-lo em casa, em São Paulo. Ele entrava no Omega, cumprimentava o Severino com a simpatia de sempre, colocava o cassete (ISSO MESMO, UM CASSETE, POIS AINDA NÃO EXISTIA PEN DRIVE NA ÉPOCA), com o samba enredo gravado, para tocar. Pegava seu tamborim e acompanhava a bateria da escola no percurso até a GM, por cerca de 40 minutos. Ida e volta!

"No começo era difícil", confessa Severino. 

Mas com o passar do tempo, ele percebeu que Hogan melhorava a cada dia. Várias vezes, antes do desfile,  o presidente da GM ia ao Rio para se "submeter" a um teste. E passou por todos. Desfilou, sem desafinar, numa das mais importantes baterias do carnaval carioca. Aliás, o Mark não foi o primeiro executivo da GM a sair na Portela. Antes dele, Warren Browne, diretor na casa já havia saído numa das alas, junto com esposa e filha. Depois evoluiu para a bateria e “carregou” o colega, Mark, com ele.


quinta-feira, 4 de abril de 2019

AVENTURA, TARTARUGA!!!

Depois de ser salva por pescador, no litoral baiano, e tratada no Projeto TAMAR, a tartaruga volta ao mar emocionando as pessoas.


A cena aconteceu, há cerca de 2 anos,  na Praia do Forte, sede do projeto TAMAR. Dezenas de pessoas assistiram, emocionadas, a cena da Tartaruga-Cabeçuda entrando na água, voltando à sua vida no mar, quatro meses depois de ser salva por um pescador e pelo tratamento recebido das equipes do Tamar.

Foi uma alegria geral. Crianças e adultos, alguns deles em lágrimas, gritavam alto para que o animal fosse para a água. E a Aventureira, como foi batizada, correspondeu à expectativa, desaparecendo atrás da espuma formada pela onda, aos gritos de “viva a tartaruga!!!”.

Entre os emocionados assistentes da cena, estava João Ciaco, então diretor de Comunicação, Marketing e Sustentabilidade da FCA, que entregou nove Jeeps, todos com tração 4x4, para que os responsáveis pelo trabalho de proteção aos ninhos de tartarugas tenham segurança e conforto em suas ações. “Para nós – afirmou Ciaco -, é motivo de muito orgulho fazer parte desta história. Por isso, estamos apoiando esse projeto, que é notável”

Guy Marcovaldi, oceanógrafo, fundador e coordenador nacional do TAMAR lembra que o grupo criador do projeto, usava o Jeep entre 1982 e 1985 no trabalho de salvar a tartaruga da extinção. “Agora, em 2018, vamos reiniciar esta aventura de juntos novamente, protegermos as tartarugas. 

Mas voltando à Aventura, segundo os informes emitidos pelo transmissor, que ela tem colocada no seu casco, a nossa Tartaruga-Cabeçuda saiu da praia do Forte e ficou em Arembepe, ao norte de Salvador, onde ficou vários dias se alimentando em segurança. Elas “estacionam” nestes lugares  e só saem dali quando um deles acaba, explica Guy Marcovaldi.

Dê dois cliques na imagem e assista o vídeo



O que é o TAMAR


Das sete espécies de tartarugas marinhas existentes no Mundo, cinco são encontradas no Litoral brasileiro. Apesar do esforço de várias entidades envolvidas, a tartaruga marinha que habita águas do nosso litoral ainda estão sob a ameaça de extinção, graças à ação de seu maior predador, o HOMEM.

Ele responde pela poluição das águas do oceano,onde joga  lixo de toda espécie, incluindo sacos plásticos que a tartaruga confunde com água viva e fica sufocada quando a engole, dificilmente permanecendo viva depois de comer esta “iguaria”. Isto sem contar o esgoto.

Estão incluídas no Projeto a Fundação Pró-TAMAR e o Centro Tamar/ICMBio, trabalhando em  pesquisas, proteção e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil: tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), tartaruga-verde (Chelonia mydas), tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) e tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea).

O TAMAR cuida da proteção de  cerca de 1.100 quilômetros de praias em 25 localidades, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas marinhas, no litoral e ilhas oceânicas dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. Você pode conhecer tudo sobre a entidade, visitando o site  www.tamar.org.br

30 anos depois, elas voltam


No dia seguinte ao retorno da Aventura ao mar, que continua suas aventuras pelo Atlântico, foi a vez de dezenas de pequenas criaturas iniciarem sua aventura. Saíram dos ovos, atravessaram a areia e, como provam as pesquisas, apenas uma ou duas, em cada mil sobrevivem para, 30 anos depois, voltarem ao mesmo lugar para depositarem seus ovos. Elas sempre voltam e este é um mistério ainda não desvendado pelo pessoal do TAMAR. Mas um dia eles chegam lá!


segunda-feira, 25 de março de 2019

UM SAPATO MUITO LOUCO


Ganhara dos filhos. Era um lindo par de sapatos. Marrons, como ele gostava. 

Lembravam muito o velho e bom “Indio Mock”, da Clark, de saudosa memória. Macio, solado de borracha.

Confortável, super confortável!

Trazia, junto com a lembrança do “índio”, todos os sabores de aventuras e prazeres da juventude que já se fora há alguns anos. Estava ansioso para usá-lo, mas não o estrearia logo. Aguardaria uma ocasião especial. Afinal, o sapato era também especial. Presente dos filhos, com suas primeiras mesadas, e queria uma estreia com sabor de retomada da juventude. Tinha que ser mesmo particularmente especial, como o presente era. Algo digno daquele sapato.

Esperou alguns dias e, finalmente,  a oportunidade chegou. Parecia ter sido criado para aquela a "inauguração". Era como uma noite de gala na Ópera. O sapato estava ali, ainda no saco de flanela. Virgem, esperando pelo instante de abrigar o pé daquele que lhe tratava com  tamanha pompa e circunstância. Por ser novo, o sapato jamais ouvira falar de algo assim. Tanta atenção para alguns pedaços de couro unidos por costuras. Só os velhos sapatos têm sabedoria para entender isso. 

As mãos chegaram a tremer quando o sapato foi tocado. Os pés sentiram também a mesma sensação ao mergulharem naquele novo par. Ficaram confortáveis, bem instalados. Mas havia algo que lhe causava um grande calafrio. Examinara bem. O couro era da melhor procedência. Tinha forro e uma ótima palmilha. As costuras com traçado firme. Um acabamento mesmo de primeira.

Os filhos souberam escolher.

Finalmente na porta de casa. Rumo ao grande acontecimento. E, apesar de  muito bem calçado, jamais chegou ao destino.

E, daquele dia em diante, usando aqueles lindos sapatos, jamais chegou a lugar nenhum que programasse. Queria ir para o sul. Seguia rumo ao leste. Deveria seguir pela esquerda, mas acabava indo pra direita. Sempre assim!

Com ele calçado, sua vida perdera a direção. Não mais conseguia mandar em seu rumo. Um dia, em desespero, olhou para os pés e pensou no que estaria acontecendo. Porque não mais obedeciam ao comando do seu cérebro. Mexeu os dedos. Esfregou pé no pé e não achava a resposta.

Resolveu consultar um psiquiatra-ortopedista, mas não sem antes fazer uma última tentativa. Calçou novamente os sapatos. Surpresa! Ali estava a resposta para todos os rumos errados. Para todas as desobediências de caminho.

Seus lindos sapatos tornavam-se horrivelmente tortos em seus pés. Ele jamais percebera isso, Não havia mesmo como chegar a ponto algum pré-determinado com eles nos pés. Nem GPS/Waze que o levassem ao destino programado. Com eles, tortos, não tinha como determinar um rumo. Iam mesmo para qualquer lugar. Qualquer direção.

Tirou os sapatos. Calçou outro e foi para onde quis. Jogar seus lindos sapatos fora? Qual o que!

Guardou-os cuidadosamente no saco de flanela. Para  usá-los quando quisesse sair por aí.

Sem rumo!



segunda-feira, 18 de março de 2019

CONHECIA ESSA OFICINA?



Se você nunca foi a Santo Antônio do Pinhal, não sabe o que está perdendo. É uma bela e pequena cidade, encravada na Mantiqueira, com deliciosos lugares para se almoçar, jantar, tomar bons vinhos; cervejas artesanais, ou não.

Passeios deliciosos pelas matas que a cercam. E boas pousadas para passar as noites, que são muito frias no inverno, que vez por outra baixa do 0° e que, nestes tempos de verão, dorme-se com temperaturas entre 18º e 20º.

Ah, tem uma ótima padaria, a Viola, onde além de um pão de qualidade, um monte de bolos, com destaque para o de Aipim, a preços honestos, sem exploração dos turistas.

Tem também o bar do Pimenta, um lugar muito especial, onde a cachaça Amélia - honesta, que está no mercado há mais de 100 anos - é a rainha do lugar, ocupando praticamente todas as prateleiras. Sem grandes tentações, é o lugar próprio para quem gosta de prosear com gente da terra. La, tudo se conhece sobre a história da cidade e o que acontece nela, em prosa ou verso.

Uma coisa que poucos sabem é que lá em Santo Antônio, nasce o Rio da Prata. Sim, aquele mesmo Rio da Prata que banha Buenos Aires, na Argentina. Outro detalhe sobre as águas em Santo Antônio, é que a Fundação Toyota está desenvolvendo um grande trabalho de recuperação dos mananciais da região da Mantiqueira. 

Um mecânico diferente

E era lá em Santo Antônio que existia, ali na Estrada Municipal do Pico Agudo (lugar imperdível para visitar) a Cabana do Voador, onde seu dono consertava disco voador, como anunciava a placa na porta: CONSERTA-SE DISCO VOADOR, conforme a imagem que registrei no final do ano passado, quando a oficina ainda funcionava a pleno vapor, com discos voadores aguardando sua vez.

Existia, porque de uma hora para outra, as placas sumiram e seu dono também. Um amigo, frequentador de Santo Antônio, garante que ele foi abduzido, já que os marcianos tiveram uma evasão de mecânicos lá de Marte e precisavam de mão de obra especializada, como aquela que encontraram ali na Mantiqueira, onde já consertavam seus discos em suas incursões pela Terra.

Serviço: Santo Antônio fica a 170 km de São Paulo. O melhor acesso é pela Ayrton Senna (mas pode ser pela Dutra também), Carvalho Pinto e Floriano Rodrigues Pinheiro, que leva até Campos do Jordão.  Mas antes disso, logo após o túnel desta, deve-se pegar o caminho para Sul de Minas.



quinta-feira, 7 de março de 2019

A MAGIA DA MÁQUINA DE ESCREVER


Ouve só.

A gente esvaziando a casa da tia neste carnaval. Móvel, roupa de cama, louça,  quadro, livro. Aquela confusão, quando ouço dois dos meus filhos me chamarem.

 - Mãe!

 - Faaala.

 - A gente achou uma coisa incrível, mágica! Se ninguém quiser, pode ficar para a gente? Hein?

 - Depende. Que é?

Os dois falavam juntos, animadíssimos.

 - Ééé... uma máquina, mãe.

 - É só uma máquina meio velha.

 - É, mas funciona, está ótima!

Minha filha interrompeu o irmão mais novo, dando uma explicação melhor.

 - Deixa que eu falo: é assim, é uma máquina, tipo um... teclado de computador, sabe só o teclado? Só o lugar que escreve?

 - Sei.

 - Então. Essa máquina tem assim, tipo... uma impressora, ligada nesse teclado, mas assim, ligada direto. Sem fio. Bem, a gente vai, digita, digita...

Ela ia se animando, os olhos brilhando.

 - ... e a máquina imprime direto na folha de papel que a gente coloca ali mesmo! É muuuito legal! Direto, impresso na mesma hora, eu juro!

Eu não sabia o que falar. Eu também juuuro que não sabia o que falar diante de uma explicação dessas, de menina de 12 anos, sobre uma máquina de escrever.

Era isso mesmo?

 - ... entendeu mãe?... zupt, a gente escreve, muda de linha e a gente até vê a impressão tipo na hora, e não precisa essa coisa chata de entrar no computador, ligar, tipo esperar hóóóras, entrar no word, de escrever olhando na tela, mandar para a impressora, esse monte de máquina, de ter que ter até estabilizador, comprar cartucho caro, de nada, mãe! É muuuito legal, e nem precisa de colocar na tomada! Funciona sem energia e escreve direto na folha da impressora!

 - Nossa, filha...

 - ... só tem duas coisas: tipo não dá para trocar a fonte nem aumentar a letra, mas não tem problema. Vem, que a gente vai te mostrar. Vem...

Eu parei e olhei, pasma, aquela máquina, tipo velha. Eles davam pulinhos de alegria.

- Mãe. Será que alguém da família vai querer? Hein? Ah, a gente vai ficar torcendo, torcendo muito para ninguém querer para a gente poder levar lá para casa, isso é o máximo! O máximo!

Bem, enquanto estou aqui, neste 'teclado', estou ouvindo o plec-plec da admirada máquina, que, claro, ninguém da família quis mas que, aqui em casa, já deu até briga, de tanto que já foi usada. Está no meio da sala de estar, em lugar nobre, rodeada de folhas e folhas de textos "impressos na hora" por eles. Incrível, dizem, plec-plec-plec, muito legal, plec-plec-plec.

Eu e o Zé já estamos até pensando em comprar outra, ficando uma para cada filho.

Mas, pensa bem se não é incrível mesmo para os dias de hoje: sai direto, do teclado para o papel, e sem tomada!

Obs: este brilhante texto não é meu e nunca descobri sua autoria. Mas seria muito egoísmo de minha parte, não dividi-lo com quem não o conhecia.



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

BIGODINHO ENGANADOR

O meu querido amigo Marco Zamponi, o ZAMPA, que para tristeza de todos os que o conheceram já nos deixou, era uma das maiores figuras deste mundo. Jornalista inteligente, astuto, capaz de fazer rir a todos por muito e muito tempo com suas histórias ("o tema é verdade - garantia ele - mas às vezes eu crio em torno da história). 

Carioca, sotaque carregado e aventureiro, foi morar na Europa ainda jovem, já com  bom conhecimento do automobilismo mundial. Como todo jovem, tinha suas dificuldades de sobrevivência. Vida dura, dependendo de favores dos amigos e pilotos que seguiam para o velho continente tentar a sorte atrás de um volante. 

Morava em Londres e tinha um Mini. Mas aqui é preciso abrir um parenteses para mencionar que o ZAMPA passava - e bem - dos 100 kg de peso. Vivia acompanhando provas pela Europa, especialmente F1. E não poderia deixar de ir até Mônaco para acompanhar a corrida mais charmosa do Mundo. Conseguiu uma carona de avião e foi para o principado. 

Lá, com  o bolso e estômago vazios, o querido ZAMPA se deparou com um jornalista carioca como ele e mencionou suas dificuldades. O cara, todo posudo (hic!) disse: olha ZAMPA, posso te ajudar. Você carrega esta pasta para mim que te pago 100 dólares. Contando a história para os amigos ele dizia: "na hora eu pensei se mandava o cara à ou para a PQP. Mas aí pensei que com aquela grana eu poderia comer uma semana em Londres. E aceitei".

Carregando pasta pra lá e pra cá, ele acompanhou o jornalista (sic!!!!) até que este apontou para um homem mais adiante, cercado de belas mulheres e disse: olha lá o Graham Hill (participou da F1 entre 1958 e 1975, sendo campeão em 62 e 68), vamos entrevistá-lo. 

ZAMPA ponderou que não deveria ir até lá, mas diante das ameaças de lhe ter tomada a pasta e, claro os 100 dólares, cedeu. O cara chegou lá e falou: Graham Hill, sou jornalista do Brasil etc, etc, etc ... e começou a perguntar coisas para o "piloto". As moças riam e o entrevistado também. E o ZAMPA com cara de zombeteiro. 

Depois de muitas perguntas, o ZAMPA afinal se manifestou: cara, este aí... foi interrompido bruscamente pelo jornalista que ameaçou novamente tomar-lhe a pasta e cancelar o "contrato". 

Mas, desta vez, o "carregador" não aguentou e disse: cara, este aí não é o Graham Hil, é o David Niven, conterrâneo do piloto inglês e também campeão na sua categoria, tendo ganho o Oscar de melhor ator em 1958, por sua atuação, por apenas 15 minutos, no filme "Separate Tables", "Vidas Separadas" aqui no Brasil. 

Ele deveria ter ganho também o Oscar de melhor interpretação de um piloto de F1, porque respondeu às perguntas do equivocado jornalista com maestria. Como se fosse o verdadeiro Graham Hill

A razão do equívoco: bem, primeiro pela arrogância. Se tivesse ouvido o ZAMPA, não teria "pago aquele mico", depois, talvez porque ambos tinham Graham no nome (o ator era James David Graham Niven). E o principal era o característico bigodinho inglês, fino e comprido, que emoldurava a boca de ambos.

Nunca perguntei, nem o ZAMPA falou, se recebeu ou não os 100 dólares. Mas o que vale mesmo é a história que ele contou. ?

Obs: É preciso esclarecer, aos que não sabem, é que David Niven era apaixonado pela F1 e assistia a todos os GPs que podia.

Quem é este, David ou Graham?

E este, é o piloto ou o ator?

À esquerda, com capacete de aviador, Graham Hill. À direita, com capacete de piloto, David Niven. Será isso mesmo? Confira!

Hill pilotando e o incrível e querido Zampa.