terça-feira, 29 de janeiro de 2019

O XIXI FOI O CULPADO


Só mesmo no Porto de Santos para acontecer histórias como essa.
E aconteceu de verdade!

Corria década de 70. Um dia o Capitão dos Portos, a maior autoridade da Marinha baseado em Santos, foi convidado para  um almoço a bordo, pelo comandante de um navio, seu amigo, ancorado em Santos.

Fazia sol, como na maioria dos dias nesta amada cidade naquela época do ano. O trajeto entre a sede da Capitania dos Portos e o armazém onde estava o navio do amigo do comandante foi feito no Jeep da unidade, aqueles com capota de lona e sem janelas, com o vento entrando por todos os lados,  que amenizava um pouco a alta temperatura.

Chegando ao Porto, o comandante desceu do veículo, que estacionou junto à escada de acesso ao navio, e a subiu.

Passado algum tempo, o motorista do Capitão dos Portos sentiu uma necessidade enorme de mictar. Olhou prum lado, pro outro  e viu um banheiro láááááá longe!.

Apesar da distância, foi!

Ele sabia que o Capitão não voltaria antes de duas horas, o que lhe daria muito tempo para atender à suas necessidades fisiológicas. Com folga!

Mas, quando voltou, a surpresa desesperadora. O Jeep sumira. Ele não acreditava, quem teria tido a coragem de roubar um Jeep da Marinha, com o símbolo oficial e a inscrição: Marinha do Brasil/Capitania dos/Portos/Santos?

Mas alguém o roubara.

Passaram-se as duas horas previstas, o Capitão dos Portos desceu e não viu o seu Jeep.

Depois da continência, o motorista, totalmente constrangido, explicou o acontecido: fui ao banheiro e quando voltei alguém havia roubado o Jeep.

Foi a maior correria no cais. Como aquilo podia ter acontecido?

Não havia explicação.

Não havia mesmo, até que o conferente de carga e descarga, que nada sabia do caso, já que estava a bordo, dentro dos porões, avisou pelo rádio o pessoal de terra: - Sabem aquele carregamento de Jeep? Pois é, tem um a mais aqui no porão. Está cheio de coisas escritas e com um âncora desenhada na lataria. Manda o guindaste pra tirar isso daqui pois este Jeep é clandestino e não vai viajar não! Gritou com autoridade.

E o Capitão dos Portos pode voltar para a Capitania no seu Jeep.

Coisas do Porto de Santos

* Essa história me foi contada pelo meu querido e saudoso amigo Álvaro, vô do João e do Lucas. E tem mais, muito mais.



sábado, 26 de janeiro de 2019

A MOLECADA GOSTOU

João & Ricardo
Bem, falar de preocupação com o meio ambiente por parte de uma montadora, não é apenas registrar suas ações na preservação da flora, fauna ou cuidar da nossa água, como vem fazendo a Toyota por intermédio da Fundação Toyota. Também é preciso ver o que ela faz em matéria de preservação do ar, via seus produtos.

Então vamos falar de um deles, o Prius, modelo híbrido que a Toyota tem no mercado. E vamos falar através do olhar de dois garotos, João Buck de Carvalho, com 11 anos, no 6º Fundamental, e seu primo Ricardo Buck Ocampos, com nove, no 4º ano. Ambos passam perto de quatro hora/dia, diante do computador, celular ou qualquer outro equipamento que lhes permita jogar “Fortnite”, que mais parece aquelas disputas entre facções nos morros e bairros cariocas.

Independente dos dois terem afirmado que a coisa que mais gostaram foi o ar condicionado – com toda razão, diante dos 39º , com sensação térmica de 42º - ficaram encantados com o carro. Elogiaram seu design, admiraram o tamanho do porta-malas. 

Mas, ao entrarem no carro se maravilharam com o painel do Prius.

- Tio, pra que é isso? 
- Tio, pra que é aquilo?
- Como assim dois motores, tio? Quantos cavalos?
- Tio, não vai ligar o carro? 
- Tio, o que são aqueles números  projetados no vidro” 

- Bem, isso é botão para dar partida no carro, vejam está escrito “Start”

Imaginem então quando o carro começou a rodar, em silêncio, com seu painel mostrando o carregamento da bateria, cujo volume ia aumentando ou baixando conforme o uso do pé direito do motorista. Ficaram encantados.  E as respostas foram sendo dadas em meio a muitas outras perguntas.

Estranharam a alavanca do câmbio, muito pequena ante as dos veículos tradicionais e logo emendaram com a pergunta se era automático.  - É, CVT.

- Aquele número no para brisas mostra a velocidade do carro e como estamos conduzindo. Veem aquela coluna azul indo e voltando? É assim que sei se estou usando certo o carro para obter o maior rendimento do combustível e da bateria.

- Como é um carro híbrido, ele tem dois motores. Um deles a gasolina, com 98 cavalos e o outro elétrico, com 72 cavalos, cuja bateria é carregada pelo motor a combustão. O carro possui um  sistema de freios regenerativos, que acumula a energia cinética gerada pelas frenagens e a transforma em energia elétrica, alimentando a bateria híbrida. Isso garante maior autonomia ao modelo no modo elétrico, também contribuindo para economia de combustível. Além disso, faz com que emita 40% menos de Co² que os automóveis comuns.

Na subida de um morro, o espanto geral, com João e Ricardo prestando atenção no painel que mostrava a evolução do carregamento da bateria, ainda mais acentuado na descida. Divertiam-se quando percebiam a mudança dos motores.

João, mais falante, adorou o sistema que junta duas formas de forças para fazer o carro andar e pelo fato de poluir muito menos que os carros convencionais (cerca de 40% menos). Achou bonito e confortável e se apaixonou com a tela em LED. E acha que deve ser fácil dirigir um carro assim, por ter a direção macia e o câmbio automático.



terça-feira, 22 de janeiro de 2019

UM TELEFONEMA ATREVIDO


Bem, cá estou eu tentando lembrar quando isso realmente aconteceu. Só tenho, como certeza absoluta, que era uma quarta-feira, após o almoço.

Certeza mesmo! Certeza, por que?

Bem, lá estávamos nós, na Sucursal de O Globo, querida Sucursal, cheia de bons amigos – muitos deles que conservo, com alegria,  até hoje. Era uma quarta-feira modorrenta, sem nenhuma novidade, um olhando pra cara do outro, sem ter qualquer perspectiva de que  algo merecedor de notícia iria acontecer naquele dia.

Daí me ocorreu uma ideia louca. Descolei o número do Palácio do Planalto, peguei o telefone e liguei pra lá.

- Palácio do Planalto (ou Presidência da República, não lembro exatamente como fui atendido), boa tarde, às suas ordens!

- Boa tarde, por  favor, queria falar com o presidente Figueiredo.

- Quem quer falar com ele?

- Um brasileiro (dei nome e RG para me identificar)

- Hoje é quarta-feira e o presidente não dá expediente após o almoço, como é a praxe militar. Ele está na Granja do Torto. (Viram agora porque tenho certeza de que aconteceu numa quarta-feira, entre 1980 e 1983? Foi neste período que trabalhei em O Globo)

- Pode, por  favor, me fornecer o telefone de lá?

Deram!!!

Ao meu lado os colegas me olhavam como se eu estivesse enlouquecido. Será?

Liguei!!!

- Granja do Torto, boa tarde!

- Boa tarde, gostaria de falar com o presidente Figueiredo.

- Quem deseja falar com ele?

- Um brasileiro (nome/RG).

Para minha mais absoluta surpresa, fui transferido para aquele que era o braço direito (e também o esquerdo) do presidente Figueiredo, o Major Dourado. (Diz a lenda que ele e Figueiredo saiam pelas madrugadas de Brasília em possantes motos para aliviar as tensões do dia-a-dia).

Atendido com toda cortesia pelo Major Dourado, a quem me identifiquei (brasileiro,RG ...) e disse que queria falar com o presidente Figueiredo.

- Infelizmente isso não será possível hoje, porque às quartas-feiras, o presidente não dá expediente no período da tarde! Mas eu vou lhe dar um número do Palácio da Alvorada.

E deu o número.

Ligue-me amanhã e vamos ver se conseguimos que fale com o presidente. Boa tarde!

- Boa tarde, obrigado.

Nesta altura eu já nem sabia o que fazer. Nem ninguém ao meu lado.

Levamos o assunto para a chefia da Sucursal, o querido Wilson  Gomes, que passou o caso para a sede de O Globo, no Rio.

- Esqueçam, não levem o assunto adiante.

Foi assim que terminou o mais angustiante (agora divertido) telefonema da minha carreira, que neste ano completa 50 anos.

Será que se ligar para o Palácio do Planalto, numa quarta-feira qualquer, o novo presidente vai me atender?



sábado, 19 de janeiro de 2019

SALVANDO O PEIXE-BOI


Enquanto as araras azuis voam em segurança sobre o Pantanal, no centro do País, protegidas pelo instituto que leva seu nome, com o patrocínio da Fundação Toyota, o Peixe-Boi nada com mais tranquilidade no litoral entre Alagoas e Amapá, também graças ao apoio que a montadora dá ao Programa do Peixe-Boi.

Uma área da aclimatação foi criada para deixar ali os animais que são encontrados atolados ou feridos na região. Ficam lá o tempo necessário para recuperação, embora alguns deles, ao serem soltos, rejeitem o convívio em ambiente aberto. Ficam doentes, se ferem facilmente, tornando-se vulneráveis ao ataque de predadores e acabam voltando aos recintos.

Mas os resultados do trabalho são animadores. Antes do início do programa, o Peixe-Boi estava inscrito na Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçados de Extinção, como “criticamente em perigo”. Hoje, a população dobrou de 500 para 1000 indivíduos e passou para a a condição de “em perigo”.

Até alguns anos, a caça era o maior problema para a sobrevivência da espécie. Os moradores o capturavam para sua alimentação. Por ser extremamente dócil, o Peixe-Boi não reage mesmo que seja vítima de ataques por parte dos humanos.

Mas hoje, com a conscientização da população, que ajuda na sua preservação, a depredação dos mangues é seu principal inimigo, já que é ali que ele encontra boa parte da sua alimentação. Atualmente os moradores da região promovem o turismo, levando as pessoas a conhecer o Peixe-Boi em passeios de jangada ou vendendo artesanato.

Monitoramento

Depois do período de adaptação o Peixe-Boi é recolocado na natureza, com um chip que faz a monitoramento do animal via satélite, com a equipe do projeto acompanhando o animal podendo interferir caso haja necessidade de socorrê-lo.

“Os bons resultados do programa nos deixam muito felizes e animados em trabalhar com organizações sérias e comprometidas. A Fundação Toyota vai continuar apostando em ações e parceiros, realizando práticas verdadeiramente sustentáveis com foco na formação de cidadãos e na preservação do meio ambiente”, afirma Percival Maiante, presidente da Fundação Toyota do Brasil.

O Peixe-Boi

São mamíferos herbívoros, alimentando-se de 8% a 13% de seu peso de plantas como o capim-agulha e folhas de mangue. Podem atingir 600 quilos e medir até quatro metros.

Como acontece com a Arara Azul, a reprodução do Peixe-Boi é um dos motivos do crescimento demorado da população.  A reprodução da espécie gira em torno de 12 a 14 meses, levando dois anos para se reproduzir novamente.

O animal pode ficar até cinco minutos em baixo da água sem respirar. Em repouso, pode permanecer até 20 minutos submerso.




quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

COITADA DA FAMÍLIA INALT


Aos prantos, as irmãs entraram pelo corredor do Pronto Socorro perguntando, desesperadas, pelo Paulinho, seu primo mais querido. Elas receberam um aviso de que ele havia sido atropelado, mas que não havia risco de vida. Foram apenas ferimentos leves. Mas elas não acreditavam nas informações. Precisavam ver o Paulinho, falar com ele, ter certeza que tudo estava bem com o companheiro de infância tão querido. 

Marília e Neide ficaram sentadas junto ao balcão da enfermaria com aquele olhar aflito de quem espera por notícias e corre na direção no primeiro ser de branco que passa por ali.

Não conseguindo ficar parada, Neide, a mais agitada, ia de um lado para o outro do corredor, sempre perguntando sobre o primo para a enfermeira que insistia em dizer que ele estava bem. 

Para ver se acalmava a prima, a enfermeira mostrou pra ela uma lista de pessoas ali internadas, que necessitavam de maiores cuidados que o seu querido primo.

Ao ver a lista, a ansiedade foi substituída por um choro que não parava. Soluçando alto ela chamou Marília e disse, aos prantos: sou mesmo uma egoísta. O pessoal do hospital me dizendo que está tudo bem com o nosso primo e eu duvidando. E ele é só um. Veja isso, coitada desta família, todos internados. Vai ver estavam numa van, indo pra praia, que capotou ou bateu na traseira de um caminhão. Coitados, a família toda. Sabe-se lá quantas crianças estavam na van. 

Olha só a lista aqui, mostrou. Cláudio Inalt, Fernando Inalt, Clarisse Inalt, Maria Cláudia Inalt, Pedro Inalt - aposto que o Pedrinho é o caçula - e disse mais uns três nomes da família Inalt.

Curiosa, Marília pegou a lista, leu e, caindo na risada, explicou: - Sua tonta, não se trata da família Ianlt! Isso aqui é o primeiro nome do paciente, seguido da observação médica INALT, que é a abreviatura de INALTERADO, referindo-se ao estada de saúde de cada paciente. E riram juntas, principalmente quando o Paulinho surgiu corredor apenas com um braço na tipoia.  

* Em tempo: esta história é verdadeira. Eu a ouvi de uma das primas, cujos nomes não revelo. Apenas o Paulinho é Paulinho mesmo.


terça-feira, 15 de janeiro de 2019

QUEM TEM SAPATO GRANDE PAGA MAIS!


Nos tempos em que menores podiam exercer alguma função, lá na General Motors tinha um grupo de garotos que engraxavam sapatos por toda a fábrica. Eram filhos de funcionários que se candidatavam a receber uma "graninha" para fazer este trabalho. E a exigência era que estudasse e fosse bom aluno. Não fosse assim, estava fora.

Eles ganhavam uniforme, a caixa de engraxate e equipamento (escovas, graxa marrom e preta, panos....) e lá iam eles em busca de clientes pela fábrica. Quem estudava pela manhã, trabalhava à tarde. E vice-versa.

Cliff Vaughan, presidente da GM, entre 1983 e 1987 era um sujeito extremamente simpático e que era um dos clientes do garoto do nosso andar, no prédio da empresa, em São Caetano do Sul. Além de simpático, era grande pra caramba. Tinha quase 2 metros de altura. E, para manter o equilíbrio, seus pés calçavam 48 ou 49, se não fosse 50. Ou mais.

Um dia, quando engraxava meus sapatos, perguntei ao garoto se o presidente pagava os mesmos 3 dinheiros (sabe-se lá qual era a moeda da época, mas acho que era Cruzeiro) que eu, com um pé muito menor.

- Sim, ele paga o mesmo que vocês. Não tem diferença.

Ainda que em tom de brincadeira disse que aquilo era injusto. Com aquele sapatão, o Cliff (que, infelizmente,  faleceu em 2010), tinha que pagar mais.

Argumentei que ele usava mais tempo, mais graxa e precisava de mais daqueles pedaços de celulose para proteção das meias. Dai, não havia porque pagar o mesmo que os outros.

- Explique para ele e diga que precisa pagar mais.

- Será? Ele não vai brigar comigo?

- Qual o que, o Vaughan é um cara muito legal. Tenho certeza que ele vai entender a situação e pagar um extra para você.

Com olhar ressabiado e garoto saiu da minha sala.

Três dias depois soube o resultado do meu conselho ao jovem engraxate.

Cliff Vaughan entrou na minha sala com cara de bravo e disse em  perfeito Português, mas não abandonando o seu baita sotaque de Cincinnati (Ohio/EUA):

Chicolelis, você está me devendo dinheiro.

E rindo explicou que agora estava pagando a mais pela engraxada, porque seu sapato era muito grande.

- E por que eu tenho que pagar? Perguntei.

- Porque foi você que ensinou o nosso engraxate a me cobrar mais caro. 

* Em função do Estatuto do Menor e da Criança, a GM encerrou as atividades dos engraxates em suas fábricas. Com isso, os jovens, perderam a "graninha" para suas idas ao cinema, comprar coisas de sua preferência e até ajudar em casa. Exageros da Lei.



sábado, 12 de janeiro de 2019

O AMOR ESTÁ NO AR


A preocupação com o Meio Ambiente, por parte de uma empresa, não pode se concentrar apenas em produzir veículos cada vez menos poluentes mas também com tudo que cerca este tema. Buscar formas para evitar a extinção de animais e de cuidar da água que corre grande risco no planeta, são algumas outras obrigações de quem está preocupado com o Meio Ambiente.

E, neste aspecto, a Toyota vem cumprindo fielmente esta meta. Fabrica carros menos poluentes e ajuda a natureza na sua luta interminável contra a ação do ser humano, que destrói matas e mananciais esquecendo-se que a Natureza "cobra" estes danos.

O primeiro voo da montadora, no Brasil, neste trabalho de ajudar a Natureza a cuidar dos seus "bens" foi em Campo Grande (MS), quando conheceu o trabalho da bióloga Neiva Guedes, que lutava para evitar a extinção da Arara Azul.

A ligação entre a Toyota e Neiva foi um Bandeirante que a bióloga usava nas suas incursões pelo Pantanal, no trabalho de catalogar e conhecer a ave que, em 1991, formava um grupo de apenas 500 indivíduos (como são classificadas). A fábrica a procurou e passou a apoiar seu trabalho - agora com quatro Hilux - que teve sucesso. Hoje, são cerca de 2.000 Araras Azuis voando pelo Pantanal.

Mas a coisa não parou por ai. 

Recentemente foi verificado um fenômeno, também "incentivado" pelo homem, com seu poder de desmatamento. Araras de outras espécies, como a Canindé, por exemplo, se aproximaram da cidade em busca de alimento, que desapareceu na mata. 

Como acontecera no pantanal, o Instituto Arara Azul instalou ninhos, mais de 200 deles, por toda Campo Grande que hoje é conhecida como a "Cidade das Araras". E lá, as araras são protegidas pela população que se encanta com seus voos também por áreas urbanas.

Mas, as Araras Azuis continuam no seu principal habitat, a mata. Poucas chegam à cidade. Seguem visitando e se reproduzindo nos ninhos monitorados pelo Instituto. Isto porque a Arara Azul pode ser classificada como mais reservada. Enquanto as outras espécies reproduzem anualmente, gerando dois ou mais filhotes, a Azul se reproduz apenas uma vez a cada dois anos, raramente passando de um filhote. Quando acontece de gerar dois filhotes, um deles dificilmente chega à idade adulta. Isto explica os riscos de sua extinção que só diminuíram com a ação do Instituto Arara Azul, com a colaboração da Toyota.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

O TINTUREIRO SALVOU O BAILE.


Imagine uma, ou melhor, três jovens, com seus 14/15 anos, lá pelos anos 60, ficarem impedidas de ir ao baile de aniversário da amiga porque o táxi tratado quebrou. Pois é, minha amiga Leide passou por esse perrengue na sua juventude. Ficou a tarde inteira na cabeleireira do bairro, junto com as amigas, fazendo unhas -  pés e  mão - limpeza  de pele e, principalmente maquiagem e cabelo, para chamar atenção da rapaziada. Era a festa do ano, ninguém queria perder. 

Mas Leide e as amigas corriam este risco. O táxi, já contratado, estava quebrado.

O que fazer? Naquela época nem todas as casas tinham telefone para tentar um outro táxi. E, mesmo que alguém tivesse, não era como hoje, com Uber, Cabify, 99 e outros menos votados. Não havia o que tirasse a tristeza que se abateu sobre as moças. Elas  não sabiam o que fazer.

Mas ai a mães de uma delas lembrou do simpático japonês, dono de uma tinturaria, que era vizinho e tinha uma Kombi.

Quem sabe o "seo" Shiro pode ajudar?

E lá se foram as meninas, já já prontinhas, com seus vestidos, cabelos e maquiagem, pedir ajuda ao tintureiro, que atendia todo mundo na vizinhança.

Segundo Leide, nem precisaram chorar muito, - "até porque, chorar estragaria a maquiagem, né? - disse ela.

O "seo" Shiro, atencioso,  logo atendeu ao pedido, mas só fez uma ressalva: a Kombi não tem bancos, vocês vão ter que ir de pé, se apoiando nas travessas que estão lá para segurar os cabides em que se leva as roupas.

E lá se foram as três moças, as únicas que chegaram lá com seus vestidos sem um amassadinho sequer. Afinal, elas foram a a grande festa, penduradas na Kombi da tinturaria do "seo" Shiro.

Ah! Para terminar, pelo menos duas delas "se arrumaram" naquela noite. Mas a Leide não disse se ela estava entre elas.
Eu acho que sim! 





quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

TOYOTA DO BRASIL AVANÇA EM PLANO DE AÇÕES PARA ALCANÇAR EFICIÊNCIA AMBIENTAL


Cada vez mais, a indústria automobilística tem investido em novas tecnologias para desenvolver a oferta de modelos elétricos. Especialistas se arriscam para cravar a aposentadoria dos motores à combustão. E os carros híbridos já são uma realidade. Apesar dessa tendência para poupar o meio ambiente, a Toyota Motor Corporation, pioneira em tecnologia híbrida, quer aprimorar ainda mais a sua contribuição.  

A empresa entende que reduzir a emissão de CO2 na atmosfera é de extrema importância para o planeta. Mas, sozinha, essa ação não é capaz de reverter os danos provocados pelo avanço da sociedade. Diante disso, no ano fiscal 2015/2016, a matriz da Toyota Motor Corporation lançou o Desafio Ambiental 2050: um conjunto de ações que estabelece que até a metade deste século seja possível zerar a emissão de gás carbônico em todas as operações da marca e gerar, assim, um impacto positivo real no meio ambiente e nas comunidades próximas.

A empresa também estabeleceu metas para o curto prazo. Até o ano de 2020, o objetivo é zerar a emissão de CO2 nas operações de suas fábricas. Dentro deste prazo, a Toyota do Brasil terá adequado todas as unidades que mantém no país, entre montadoras, fábricas de peças e distribuidoras, de acordo com a planta que mantém em sua sede, em São Bernardo do Campo, São Paulo. Medidas como a conscientização dos colaboradores e funcionários, a troca das lâmpadas fluorescentes pelo sistema LED, a otimização do uso do maquinário em horários improdutivos e o uso de energia 100% renovável garantiram à unidade o certificado com selo ISO 14000. Além disso, foi possível aumentar em 56% a quantidade de energia economizada.

De olho nesse compromisso, fornecedores e rede de concessionárias também foram estimulados a operar em harmonia com a natureza. Do ano fiscal 2016/2017, quando as primeiras ações passaram a ser executadas até o momento, a Toyota do Brasil conseguiu reduzir 2% de suas emissões de CO2 por veículo produzido.

Mais esforços também têm sido concentrados no transporte de produtos. Os processos de distribuição de modelos e peças entre fornecedores e a rede autorizada priorizam a redução das emissões que, hoje, representam três quartos de todo o CO2 despejado durante a logística. No ano de 2015, a inauguração do Centro de Distribuição de Suape, em Pernambuco, foi de suma importância. Estrategicamente localizada, a unidade está no eixo entre as fábricas de São Paulo e Argentina. Isso possibilitou com que os modelos importados e os produzidos aqui passassem a ser transportados pelo mar. Essa solução reduziu 6,8 mil toneladas de emissões se comparado ao transporte rodoviário. A linha férrea entre os municípios de Santos e Suzano também otimiza a distribuição de peças que chegam pelo porto e precisam ser entregues nas fábricas no interior de São Paulo. Sem contar todos os outros pequenos gestos do dia a dia, tomados por cada um dos nossos mais de trezentos mil (**nível global) colaboradores.

Um dos pilares da filosofia da Toyota Motor Corporation se traduz pelo termo Kaizen, que, traduzido do japonês, representa a melhoria contínua. A Toyota compreende que ainda falta muito para que todos os setores da sociedade consigam estar alinhados em eficiência ambiental. Mas entende também que não podemos esperar para que tudo esteja a nosso favor para começarmos a agir quando há um objetivo pela frente.



quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

O DIA EM QUE ROUBAMOS UM BONDE


Eram tempos diferentes, sem celulares, nem mesmo orelhões de rua. Tempos em que andávamos de bonde, Fusca, Gordini, DKWs, assistíamos TV Admiral em preto e branco e dançávamos ao som da Sonata nos bailinhos de garagem na casa dos meus amigos Orival e Maneco. Tempos de loucuras juvenis.

Por isso roubamos um bonde, numa quase madrugada, lá pelos anos 60. Não me lembro quem estava comigo, mas tenho certeza que o Maneco e o Orival não participaram dessa.

Bonde era uma coisa maravilhosa de se andar. Tinha aberto e fechado, o Camarão, que roubamos na Ponta da Praia.

Saímos do Regatas Santista, que tinha um belo salão de festas. Era um baile de formatura, daqueles sensacionais, com grandes orquestras, como a de Silvio Mazuca, Dick Farney (que sempre dava uma canja, cantando, se acompanhando ao piano, nos intervalos fazendo as moças derreterem de emoção com sua voz de veludo), e a do Simonetti, entre dezenas de outras.

Qual era a daquela noite? não lembro. 

Na lembrança, só que quase todo jovem, apesar do calor sufocante - todos estes bailes aconteciam sempre no verão santista - se vestia de terno preto, camisa Volta ao Mundo (a primeira de tecido sintético,que não absorvia a transpiração e causava sérios problemas posteriores), sapatos Bibo (terrivelmente apertados no bico), de cromo alemão. Mas por que usávamos essas coisas horríveis? Era a moda! Simples assim!

Por seu lado, muitas moças usavam um negócio chamado laquê (hoje virou só spray) para dar firmeza no penteado, que também ganhava volume com Bombril, colocado no meio dos cabelos. Era quase impossível colar o rosto com aquele odor horrível do tal  do laquê.

Mas sempre valia ir aos bailes, cujos convites eram muito disputados e frequentados por moças bonitas, mesmo que "laqueadas".

E o roubo do bonde?

Bem, antes do baile acabar, nossa turma resolveu ir embora, pra pegar o último bonde, que nos deixaria na esquina do Canal 1. Em Santos, existem nove canais que conectam a praia ao cais, construídos pelo engenheiro sanitarista Saturnino de Brito. Ele os criou para sanar um sério problema de higiene que quase dizimou a população da cidade, que perdeu 22 mil dos 50 mil habitantes, entre 1890 e 1899.

Era, salvo engano da memória, o bonde 2, que estava parado na rotatória, esperando a hora de sair, com destino a São Vicente.

Entramos no veículo e vi que o motorneiro (o "motorista"),  que estava sentado do lado de fora, junto com seu colega, o cobrador, havia esquecido de retirar a chave de ignição (não era este o nome, mas ...).

- Olha, o motorneiro não tirou a chave!

- Vamos levar? Foi a sugestão imediatamente aceita pelo grupo.

E lá fomos nós, a "8 pontos", com os dois correndo desesperados, e inutilmente, atrás do bonde.

Trocamos de "motorneiro" por várias vezes, até chegar perto da Igreja do Embaré. 

Ih! A polícia vem ai!

Paramos no ponto e saímos, devagar, sem correrias, como se fossemos passageiros normais, saindo cada um para um lado. Não podíamos dar bandeira, né?

Mas o susto não passou mesmo de um susto. O Fusca preto e branco da Polícia, com sua única e minúscula luz vermelha e uma sirene desafinada, passou sem que seus ocupantes sequer olhasse para o nosso lado.

Mas, como eu disse lá no começo do texto, eram outros tempos, sem celulares, nem mesmo orelhões.

E cada um seguiu para sua casa, tranquilamente sem nos dias seguintes comentar a história nas rodas da turma, com medo de dar encrenca.

Mas com o orgulho do feito: roubamos um bonde.

Só conto esta história porque o crime já prescreveu (deve fazer uns 55 anos), conforme me garantiu um amigo advogado. 

Tomara o dr. Marcos esteja certo.

FotoPrefeitura de Santos.



quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

O MAVERICK QUE ATROPELOU O CORCEL.

Um simples erro no engate da 1ª marcha,  quase causou uma tragédia lá em meados dos anos 70. Dois colegas, que trabalhavam em uma montadora, foram levar dois carros para um estúdio na região da Paulista, onde seriam fotografados por 4 Rodas. 

O "atropelante"

Um,que adorava acelerar, ia na frente levando o Maverick V8 302, 197 cv, 6 cilindros, que fazia de 0 a 100 km/h em 11,6s e máxima de 138 km/h  O outro, seguia logo atrás, com o Corcel GT, com menos da metade da potência (80 CV), 0 a 100km/h em 18s e final de 138,5 km/h, embora Emerson Fittipaldi, em Interlagos, tenha conseguido 142.

Seguiam por uma daquelas vias, com grande inclinação, que cruzam a Paulista. Pouco antes do cruzamento, o farol/semáforo/sinaleira mostrou o vermelho. Ainda que tentado a aproveitar a a força do motor 305 do Maverick, o primeiro parou no cruzamento, seguido pelo Corcel

Depois de alguns segundos, o intrépido da frente, a acionou a embreagem e engatou aquela que ele imaginava tratar-se da 1ª delas.

A "vítima"

E começou a acelerar, fazendo o Maverick balançar. Atrás, seu colega percebeu que havia entrado a ré e não a 1ª, começando a buzinar, o que excitou ainda mais seu companheiro que, ao avistar o verde, soltou a embreagem e pisou fundo com o pé direito e.... decolou para trás, subindo no capô do Corcel e quase matando, de susto, aquele que levava o Corcel GT.