sexta-feira, 29 de novembro de 2024

26º PRÊMIO IMPRENSA AUTOMOTIVA 2024


 

Renault Kardian é o grande
vencedor do Prêmio Abiauto 2024

Os vencedores do Prêmio Imprensa Automotiva, que elege os melhores veículos do ano na avaliação dos mais importantes jornalistas do Brasil, foram revelados em um evento no último dia 28 de novembro, na sede de uma das mais tradicionais e vencedoras equipes do automobilismo nacional, a Prop Car Racing, em São Paulo.

Em um espaço com diversos carros de competição, a 26ª edição da premiação, promovida pela Abiauto -  Associação Brasileira da Imprensa Automotiva, a cerimônia do evento reuniu jornalistas do setor, executivos da indústria automotiva e personalidades do automobilismo, como o ex-piloto de Fórmula 1 Alex Dias Ribeiro, Fábio “Pirú” Sotto Mayor, Luiz Evandro Águia, Darcio dos Santos e Suzane Carvalho, entre outros.

O grande vencedor foi o novo Renault Kardian, que conquistou o prêmio de Melhor SUV nacional e o principal prêmio do evento, o Prêmio Veículo Abiauto “José Roberto Nasser”. Na categoria motocicletas, a Royal Einfeld Super Meteor 650 foi a vencedora, levando o Prêmio Motocicleta Abiauto “Josias Silveira”.

Como é tradição do evento promovido pela Associação, houve três homenagens: ao piloto brasileiro José Carlos Pace, ao Carde – Museu do 
Carro, Arte, Design e Educação e ao piloto Fábio “Pirú” Sotto Mayor. Um dos mais renomados pilotos da Fórmula 1 dos anos 1970, José Carlos Pace faleceu em 18 de março de 1977 num acidente de avião. Já a homenagem ao museu Carde, um dos acervos mais importantes do setor automotivo no mundo, recém-inaugurado em Campos do Jordão, resgatou a memória da indústria mundial e principalmente a brasileira. Por fim, ao piloto campeão da Stock Car em 1988 e recordista de velocidade há mais de 30 anos, Fábio Sotto Mayor.

Vencedores do Prêmio Abiauto 2024

Melhor Nacional (até 13 mkgf) - Peugeot 208

Melhor Nacional (13 a 16 mkgf) - Honda City

Melhor Nacional (acima de 16 mkgf) - Citroën C3 You
Melhor Picape Compacta/Média - Ram Rampage
Melhor Picape Grande - Ford F-150
Melhor SUV/Crossover Nacional - Renault Kardian
Melhor SUV/Crossover Importado - Honda CR-V

Melhor Veículo Híbrido - BYD King
Melhor Veículo Elétrico - Kia EV5
Melhor Esportivo - Ford Mustang

Motocicleta Abiauto - Royal Einfeld Super Meteror 650
Veículo Abiauto - Renault Kardian
Executivo do Ano - Alexandre Baldy – Vice presidente da BYD

Destaques
Assessor de Imprensa – 
Pamela Paiffer
Assessor de Imprensa - Ricardo Ghigonetto

Os eleitores do Prêmio Abiauto representam jornais, revistas, tevês, sites e rádios de praticamente todos os estados da União, atingindo mais de 150 milhões de cidadãos interessados em veículos em seus mais variados temas, lançamentos de novos modelos, manutenção de veículos, indústria, negócios, tecnologia, esporte, memória etc.

Nos 26 anos de realização do Prêmio, a Abiauto sempre prezou pelo compromisso com a credibilidade dos jornalistas eleitores, que são especializados na indústria automotiva e apresentam vasto conhecimento técnico e de mercado para fundamentar seus votos. Um dos itens do regulamento do Prêmio exige a condução do veículo para que possa ser objeto de eleição. Se o jornalista não tiver feito avaliação do veículo, ele não pode ser votado.

Essa marca não apenas destaca a longevidade da Associação, mas também é uma oportunidade para refletir sobre as realizações, desafios superados e objetivos alcançados ao longo do tempo.

 Sobre a Abiauto

A Abiauto - Associação Brasileira da Imprensa Automotiva, que completa 27 anos de atuação, é uma entidade de caráter associativo de classe, formada por jornalistas exclusivamente da área automotiva que estão em atividade na mídia escrita e eletrônica dos meios de comunicação de massa nacionais – jornais, revistas, rádios, tevês e sites especializados.


Tem em seu quadro de associados mais de 40 profissionais, que representam os mais importantes veículos de comunicação de todas as regiões do Brasil. A associação foi fundada em 1998 com o objetivo de reunir os jornalistas do segmento, incentivar o estudo dos assuntos automotivos, organizar, promover e patrocinar eventos; entre tantas outras funções inerentes a uma entidade de classe.


O evento mais importante realizado pela Abiauto é o Prêmio Imprensa Automotiva, que anualmente realiza a eleição dos melhores veículos do ano.


https://drive.google.com/drive/folders/1OWC4X0QjGFcc7J7J1FlOlzTPkPvNaFs4?usp=sharing

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

OS MELHORES CARROS DO ANO PELA ABIAUTO

 


No próximo dia 28, os jornalistas especializados na imprensa automotiva (inclusive eu, chicolelis),  irão eleger os melhores veículos lançados em 2024. Essa é a 26ª edição do Prêmio Abiauto, promovido pela Associação Brasileira de Imprensa Automotiva, que já selecionou os pré-finalistas deste ano.

A cerimônia de premiação será realizada no Espaço Prop Car Racing, de uma das equipes mais emblemáticas do automobilismo brasileiro. O proprietário do local, o piloto, chefe de equipe e preparador Dárcio de Campos, foi campeão brasileiro de Fórmula 2 em 1981 e é tio do piloto Rubens Barrichello.

Depois de eleitos os finalistas, os jornalistas, que representam veículos de comunicação de todo o Brasil, irão votar nos modelos que mais surpreenderam nos testes durante o ano. Vale lembrar a importância das avaliações com os modelos finalistas para que a eleição seja autêntica e de credibilidade.

 Inclusive, destacamos que desde o ano passado, o torque de cada veículo se tornou um critério fundamental nas avaliações, principalmente por conta da grande quantidade de motores turbo disponíveis hoje no mercado, que têm desempenhos superiores aos aspirados, apesar de terem a mesma cilindrada.

Serão eleitos os melhores veículos em 10 categorias. Além disso, o melhor veículo do ano entre todos, vai receber o Prêmio Carro Abiauto “José Roberto Nasser”, a melhor motocicleta vai ser laureada com o Prêmio Motocicleta Abiauto “Josias Silveira” e o Executivo do Ano, Prêmio “Rosemilton Silva”.


Finalistas do Prêmio Abiauto 2024

Melhor Nacional (até 13 mkgf)

         •       Chevrolet Onix

         •       Citroën C3

         •       Hyundai HB20

         •       Peugeot 208

         •       VW Polo

Melhor Nacional (13 a 16 mkgf)

         •       Fiat Argo

         •       Fiat Cronos

         •       Citroën C3

         •       Honda City

         •       Peugeot 208

Melhor Nacional (acima de 16 mkgf)

         •       Citroën C3 You

         •       Hyundai HB20

         •       Peugeot 208

         •       Volkswagen Polo

         •       Volkswagen Virtus

Melhor Picape Compacta

         •       Chevrolet Montana

         •       Fiat Strada

         •       Ford Maverick

         •       Ram Rampage

         •       VW Saveiro

Melhor Picape Média/Grande

         •       BYD Shark

         •       Chevrolet Silverado

         •       Chevrolet S10

         •       Fiat Titano

         •       Ford F-150

         •       Ford Ranger

         •       Ram 1500

         •       VW Amarok

Melhor SUV/Crossover Nacional

         •       Caoa Chery Tiggo 8

         •       Citroën C3 Aircross

         •       Hyundai Creta

         •       Peugeot 2008

         •       Renault Kardian

Melhor SUV/Crossover Importado

         •       BMW X2

         •       Honda CR-V

         •       Honda ZR-V

         •       Ford Territory

Melhor Veículo Híbrido

         •       BMW 320e

         •       BYD Song

         •       BYD King

         •       GWM Haval H6

         •       Caoa Chery Tiggo 8

         •       Honda Civic

         •       Honda Accord

         •       Volvo XC60

Melhor Veículo Elétrico

         •       Audi Q8 e-tron

         •       BMW iX2

         •       BYD Tan

         •       BYD Seal

         •       Ford Mustang Mach E

         •       Kia EV9

         •       Mini Cooper

         •       Volvo EX30

Melhor Esportivo

         •       BMW M2

         •       BMW M3

         •       Ford Mustang

         •       Honda Civic Type R

         •       Mercedes-Benz

 

Apoio: Ford, Honda, Renault e Stellantis.

sábado, 16 de novembro de 2024

bastidores da F1

 


Vou contar aqui uma coisa que aconteceu nos bastidores  GP da F1 em São Paulo, em 1976. Coisa que o Reginaldo Leme, que conhece tudo sobre o assunto, vai saber só agora. Foi quando a fábrica, para aproveitar a F1 no Brasil, lançou seu modelo esportivo (mas nem tanto), o Chevette GP.

Para marcar o lançamento, entregou um modelo para cada piloto que participaria da corrida naquele 25 de janeiro (antigamente era no dia do aniversário da cidade), com o compromisso que que eles chegassem no “José Carlos Pace” a bordo com GP.

Entre eles, claro, o francês Jacques Lafitte, que corria pela Ligier. Ele estreou na F1 em 1974 na Iso Malboro, (tempos em que era permitida a propaganda de cigarros na competição) , na equipe do grande Frank Williams. Chegou em 2º lugar no GP da Alemanha, em Nurburgring.

Em 1976 ele mudou para a Ligier. Deixou a F1 depois de um acidente no GP da Grã-Bretanha, em 1986, correu em outras categorias e hoje é comentarista de F1 em uma TV Francesa.

Mas, por que esse destaque para o francês, nascido em Paris, em 1943 (está completando  81 anos neste mês de novembro) nessa história do Chevette GP. Bem é que todos receberam o carro no hotel onde estavam hospedados (segundo a lenda no São Rafael). Mas poucos  devolveram o carro lá. Foi uma “trabalheira” para o pessoal da GM descobrir o paradeiro do seu modelo  GP.

Mas o carro, entregue ao Jacques, que naquela corrida teve problemas com a transmissão e abandonou a prova, (vencida por Niki Lauda, da Ferrari), desapareceu levando quase um mês para ser encontrado. Com certeza o piloto francês nunca soube da história que foi protagonista no Brasil, em 1976. Ele pilotava um Matra, com motor Ford Cosworth (o mesmo da maioria das equipe que participaram a da prova).

A primeira da Copersucar

Naquela prova, Emerson Fittipaldi em Ingo Hoffmann andaram pela primeira vez na primeira e única equipe brasileira, a Copersucar. Ingo chegou em 11º e Emerson em 13º, tendo entre eles o argentino Carlos Reutmann, da Brabham-Alfa Romeo. Para registro, José Carlos Pace, foi o vencedor da prova no ano anterior, mas não correu em 1976, por problemas com o carro. Mas, naquele ano atuou como dublê de Al Pacino no filme Bobby Deerfield, nas cenas de corrida nos GPs do Brasil, África do Sul e Estados Unidos.

Concorrência

O Chevette GP foi lançado pela GM para concorrer, especialmente com o Ford Corcel GT. Nenhum dos dois tinha verdadeiras características esportivas. Era mais decoração esportiva, com faixa que lhes davam aparência agressiva,(com faróis de milha, rodas de 6 polegadas e volante esportivo, entre outros atrativos)  mas, no chamado “frigir dos ovos”, não apresentavam bom rendimento. Ele fazia 138 km/h de máxima e de 0 km/h a 100 km/h e levava intermináveis 18, 62s. Mas era o que tínhamos para aquele momento.

 

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Peugeot 2008 o melhor nacional






O Peugeot 2008 foi eleito o Melhor Carros do Ano, em todas as categorias, no Top Car TV 2004, que é a única premiação automotiva do Brasil a reunir jornalistas de televisão, internet, rádios/podcasts e jornais e cadernos impressos entregou na noite da última segunda-feira,(4/11) os troféus para os melhores veículos do 23º Prêmio Top Car TV, do 9º Prêmio Top Truck TV e do 7º Prêmio Top Moto TV.

E, se todo ano o Prêmio Top Car TV é uma festa de confraternização da indústria automotiva, reunindo a nata dos jornalistas, empresários e executivos do segmento automotivo de todo o território brasileiro, desta vez o evento ganhou ares inéditos, pois foi a primeira cerimônia de escolha dos melhores veículos do Brasil que contou com o apoio da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) A 24ª Fenatran (Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas) está acontecendo desde o dia 4, no São Paulo Expo, em São Paulo (SP).

Neste ano, 49 jurados de 16 estados brasileiros votaram nas três premiações, escolhendo os melhores veículos em 13 categorias do Prêmio Top Car TV, em 5 categorias do Prêmio Top Truck TV e em duas categorias do Prêmio Top Moto TV. “A maior importância do Top Car é sempre servir de guia para o consumidor decidir o melhor na hora de adquirir o seu veículo”, ressaltou Duda Godinho, do Comitê-Gestor do prêmio.

“Nestes 23 anos de premiações, sempre busquei promover uma grande festa de confraternização entre a imprensa especializada e a indústria automotiva. E este ano foi o apoio essencial da Anfavea, coroando com chave de ouro a premiação e ratificando porque ela é uma das mais longevas, sérias, relevantes e abrangentes eleições automotivas do Brasil”, festejou Paulo Brandão, presidente do Top Car TV.

A cerimônia teve início às 18h00, com Paulo Brandão entregando o Prêmio Homenageado do Ano para o executivo Márcio de Lima Leite, Presidente da Anfavea, pelos relevantes serviços prestados à frente da entidade e em prol da indústria automotiva brasileira.

PRÊMIO TOP CAR TV 2024

A premiação dos melhores da indústria iniciou logo às 18h15, com os vencedores do Prêmio Top Car 2024, numa votação bem dividida.

  • Na categoria Melhor Executivo de Montadora, o laureado foi Emanuelle Cappellano, CEO da Stellantis.
  • Na categoria Melhor Ação de ESG, ganhou a Audi, com o projeto Litro de Luz Iluminando Xingu.
  • Na categoria Melhor Carro Elétrico até R$ 200.999, venceu o BYD Dolphin.
  • Na categoria Melhor Carro Elétrico acima de R$ 201.000, ganhou o Renault Megane E-Tech.
  • Na categoria Melhor Carro Híbrido até R$ 250.999, venceu o GWM Haval H6 PHEV19.
  • Na categoria Melhor Carro Híbrido acima de R$ 251.000, ganhou o Caoa Chery Tiggo 8 Pro Hybrid Plug-In.
  • Na categoria Melhor Picape até R$ 190.999, ganhou a Fiat Strada Tributo 125.
  • Na categoria Melhor Picape acima de R$ 191.000, venceu a Ford Ranger Raptor.
  • Na categoria Melhor Utilitário Esportivo até R$ 200.999, ganhou o Peugeot 2008 GT.
  • Na categoria Melhor Utilitário Esportivo acima de R$ 201.000, venceu o Jeep Compass Blackhawk.
  • Na categoria Melhor Carro Nacional (Hatch ou Sedan) até R$ 149.999, ganhou o Honda New City Sedan Touring.
  • Na categoria Melhor Carro Nacional (Hatch ou Sedan) acima de R$ 150.000, venceu o Volkswagen Polo GTS.
  • Na categoria Melhor Carro do Ano (entre todas as categorias), o grande campeão foi o novo Peugeot 2008.

PRÊMIO TOP TRUCK TV 2024

A segunda premiação iniciou às 19h00, elegendo os melhores de 2024 do segmento de veículos pesados, numa votação que também foi bastante dividida.

  • Na categoria Melhor Performance Empresarial (Melhor Fabricante de Caminhões), a laureada foi a marca Volkswagen Caminhões e Ônibus.
  • Na categoria Melhor Veículo de Carga CNH categoria B (PBT até 3.500 kg), ganhou a Ford Transit.
  • Na categoria Melhor Caminhão Urbano: Semileve ou Leve, venceu o Mercedes-Benz Accelo 1017.
  • Na categoria Melhor Caminhão Médio ou Semipesado, o campeão foi o semipesado Scania P 320 6x2.
  • Na categoria Melhor Caminhão Pesado (Rígido ou Cavalo-Mecânico), ganhou o Volvo FH.

PRÊMIO TOP MOTO TV 2024

Encerrando a noite, a terceira premiação iniciou às 19h45, com a escolha das melhores motocicletas de 2024.

  • Na categoria Melhor Moto Street, ganhou a Bajaj Dominar 400.
  • Na categoria Melhor Moto Trail, venceu a BMW R1300 GS.

JURADOS DA PREMIAÇÃO

O júri do Top Car TV 2024 contou com os votos de 37 jornalistas especializados, o júri do Top Truck TV 2024 contou com os votos de 11 jornalistas especializados e o júri do Top Moto TV 2024 contou com os votos de 6 jornalistas também especializados, sendo que alguns profissionais da imprensa automotiva votaram em duas ou três categorias.

Esses foram os 49 jornalistas que fizeram parte dos júris: Aldo Tizzani (São Paulo/SP), Alexandre Campos (Goiânia/GO), Alexandrino Bispo Neto (Curitiba/PR), Alex Ruffo (Santos/SP), André Marinho (Fortaleza/CE), Andrea Ramos (São Paulo/SP), Augusto Correia Lima (Salvador/BA), Carlos Eduardo Silva (Belo Horizonte/MG), Carolina Vilanova (São Paulo/SP), chicolelis (Santos/SP), Christian Gonçalves (Santos/SP), Clayton Sousa Oliveira (Brasília/DF), Décio Costa (São Paulo/SP), Dinno Benzatti (São Paulo/SP), Edson Moura (Maceió/AL), Eduardo Godinho (Salvador/BA), Emílio Camanzi (Nova Lima/MG), Ênio Greco (Belo Horizonte/MG), Fernando Calmon (São Paulo/SP), Freire Neto (Natal/RN), Geison Guedes (Brasília/DF), George Guimarães (São Paulo/SP), Geraldo ‘Tite’ Simões (São Paulo/SP), Gerson Borrini (São Paulo/SP), Giovanna Riato (São Paulo/SP), Gustavo Dias (Porto Alegre/RS), João Anacleto (São Paulo/SP), João Fusquine (Brasília/DF), João Geraldo (São Bernardo do Campo/SP), João Mendes Filho (Rio de Janeiro/RJ), Joel Silveira Leite (São Paulo/SP), Leandro Alves (São Paulo/SP), Léo Doca (São Caetano do Sul/SP), Luiz Humberto Monteiro Pereira (Rio de Janeiro/RJ), Marcos Camargo Jr. (São Paulo/SP), Marcos Villela (São Paulo/SP), Marlos Ney Vidal (Belo Horizonte/MG), Norton Ferreira (Goiânia/GO), Paula Vasarini Lopes (São Paulo/SP), Paulo Brandão (Salvador/BA), Paulo Cruz (Campo Grande/MS), Pedro Kutney (São Paulo/SP), Raimundo Couto (Belo Horizonte/MG), Ricardo Vasconcelos (Salvador/BA), Sérgio Quintanilha (São Paulo/SP), Tarcísio Dias (Recife/PE), Victor Pinto (Belém/PA), Vitor Matsubara (São Paulo/SP) e Zéneto Furtado (Fortaleza/CE).

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Freio motor? Nem todo motorista sabe o que é





Sem o resultado final das investigações em andamento, não é possível estabelecer as razões do acidente que matou 9 pessoas, no domingo (20/10), mas não dá para entender como um caminhão, carregado com 30 toneladas seguiu viagem depois de ter passado por dois “consertos”, em uma mesma oficina, pois o motorista não conseguia engatar as marchas com a precisão necessária. O delegado que ouviu o depoimento do motorista conta que  “Ele tentava engatar as marchas e algumas determinadas não se encaixaram. A partir daí ocorreu a perda do controle de veículos, excesso de velocidade e, na sequência, o impacto na traseira da van dos jovens remadores.

Então, na terceira “quebra”, ou do problema com o câmbio,  o caminhão estava na descida da serra da BR 376, em Guaratuba, litoral paranaense e, segundo o motorista, não consegui engatar as marchas. E a carreta ganhou velocidade e  “atropelou” a van que seguia à sua frente, transportando nove  jovens gaúchos, de uma equipe de remo. Oito deles, mais o motorista da van, morreram no acidente.

Mas por que tudo aconteceu? A carreta teve um terceiro defeito, ou o

motorista nunca ouviu falar em freio motor? Para quem não sabe, o

freio motor impede que o veículo, seja carro, caminhão, ônibus,

desembale serra abaixo. É tão importante, que muitas fábricas hoje já

implantaram sistemas automáticos em seus caminhões.

O freio motor é uma alternativa segura para reduzir a velocidade do

caminhão, pois não aumenta o consumo de combustível e ajuda a

preservar os componentes do veículo. Ele é acionado quando o motorista reduz a marcha em grandes descidas, fazendo com que o motor diminua a rotação e auxilie na frenagem. 

A DAF, por exemplo, coloca em seus caminhões o freio motor MX, com três estágios de controle e potência de 490 cv e 2.100 RPM.  A Volvo tem um  sistema com duas opções de potência, 210 cv ou 300 cv, enquanto o caminhão Iveco Hi-Wai tem sistema de freio motor New CB, que combina o Iveco Turbo Brake e o freio motor VGT. Também a Mercedes-Benz e Volkswagen Caminhões  podem ter diferentes tipos de freio motor, como freio de cabeçote , freio do tipo borboleta  e o engine break.

O freio de cabeçote descomprime os cilindros por intermédio de válvulas de escape. O freio tipo borboleta atua no sistema de exaustão de gases. E o Combine Engine break, junta os dois anteriores. 

O freio motor é uma sistema extra, que ajuda o motorista a ter mais

controle sobre a velocidade do caminhão, funcionando a partir do uso do próprio motor, visando contribuir com o sistema de frenagem. Para tanto, é importante que seja mantida a rotação ideal, demarcada em amarelo no conta-giros do veículo.

O freio motor é uma boa alternativa para, não apenas reduzir a

velocidade do caminhão, já que ele não aumenta o consumo de

combustível e colabora na preservação de outros componentes, como o sistema de freio, diminuindo a rotação e auxiliando na frenagem.

O que pensa o especialista

Luis Cláudio Marão, especialista na área de logística, fundador da ILOGG, não comenta o acidente, pois ainda não existem informações completas, mas diz que muitos motoristas de caminhão e até mesmo de veículos leves, como automóveis e picapes, “desconhecem o que significa freio motor e como usá-lo”. Ele alerta também para a baixa profissionalização nos tempos atuais, em que os veículos estão mais potentes e velozes, resultando em acidentes por imperícia ou imprudência.

Luis fala que hoje em dia, não existe mais aquele profissional que

“herdou” do pai o desejo de dirigir um caminhão, como existia até pouco tempo. “Os jovens de hoje - conclui ele - não buscam mais a profissão de caminhoneiro, estando mais voltados para outros tipos de trabalho, ligados à tecnologia. 

Não é privilégio dos caminhoneiros

Por favor, entre no meu blog e veja o que escrevi anos

passados”: 

https://www.blogger.com/blog/post/edit/56690691625387825

17/702307119489282166

Se você leu este meu blog, reflita sobre o acontecimento e sobre outros que encheram de sangue nossas estradas por falta de fiscalização ou de má conduta por parte dos motoristas, quer sejam de caminhões, ônibus, automóveis, picapes ou motocicletas.

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

NÃO SE USA O FREIO MOTOR


 Quando desço a Imigrantes voltando para casa, sempre me chamou a atenção o número de motoristas que desconhecem a existência do freio-motor. Muitos só conhecem o “freio do pé” e não desistem dele de modo algum na descida da Serra do Mar pelo trecho da estrada que está para completar 20 anos de idade.

Tem gente que freia a cada segundo, sempre de olho nos absurdos 80 km/h de máxima permitida ali. Mas, certo dia, peguei pela frente o motorista de um Volvo (modelo nem hibrido nem elétrico) em que as luzes de freio ficaram acesas durante os 20 quilômetros do trecho de serra, sendo 8,23 km de túneis e 4,27 km de nove viadutos. Tudo isso para manter os 80 km/h.

foto de abertura é apenas ilustrativa para mostrar as luzes de freio numa situação de uso. Note que o carro em primeiro plano à esquerda está sem usar freio, porém com todas as luzes desligadas, ignorando a regra de trânsito que obriga usar farol baixo nos túneis (CTB  Art. 40 Inciso I).

Eu fiquei ali, atrás dele, esperando as luzes se apagarem. Ele passou pelo túnel 1, com seus 3,146 km de extensão (o maior rodoviário do Brasil); seguiu com seu pé no pedal do freio, passando pelo 2 (3,005 km) e também pelo 1 o menor deles, com 2,080 km de extensão. Depois que ele entrou na pista para o Litoral Norte, não vi mais suas luzes de freio acesas. Eu segui para Santos.

Nesta foto, feita pela Ecovias, nota-se que os carros estão usando freio-motor, uma vez que as luzes de freio estão apagadas

Quem dirigia aquele Volvo nem imagina o risco que correu mantendo o pé no feio do carro por toda a descida de serra. Isso causa superaquecimento dos discos e pastilhas, pelo atrito constante, prejudicando o sistema de freio ao aquecer demais as pinças e levar o fluido hidráulico em seu interior a ferver — embora os fluidos mais modernos tenham um ponto de ebulição mais alto que os antigos e reduz, mas não impede, a possibilidade de o fenômeno ocorrer. Quando isso acontece o freio simplesmente não funciona mais.

Mas mesmo que não chegue a esse ponto, a alta temperatura devido ao frear constante causa o fading (perda de ação por superaquecimento) e pode deixar o veículo sem freio enquanto seus componentes não voltarem à temperatura normal.

Isso não acontece com o veículo híbrido ou elétrico, pois quando tiramos o pé do acelerador o sistema entra no modo de regeneração de energia elétrica para recarregar a bateria e faz acender, automaticamente, as luzes de freio do veículo (que não era o caso do Volvo em questão).

A descida da Imigrantes vai completar 20 anos logo mais, no dia 17 de dezembro. Ela foi construída por 45 mil trabalhadores em quatro anos e três meses, sendo entregue com cinco meses de antecedência. Usou o mesmo sistema da pista ascendente para abertura de túneis, o NATM (New Austrian Tunneling Method).  O projeto, de 1986, foi alterado e assim a devastação da Mata Atlântica caiu, de 1.600 hectares, para apenas 40.

Disque 0800 0197878

Se você quiser informações sobre o Sistema Anchieta-Imigrantes, ligue para este número. É o telefone da Ecovias, concessionária dessas rodovias. Por intermédio dele receberá informações sobre as condições das duas estradas. E preste atenção na voz feminina que passa essas informações. A pronuncia dela da palavra QUILÔMETRO é hilária. Neste número falará também com a Ouvidoria. Ligue lá!

Segunda edição

Esse intertítulo, colocado, 9 horas depois da publicação desta coluna, tem um motivo especial. Usei o recurso do tempo em que jornais tinham grande circulação e era comum haver uma segunda edição quando surgia uma notícia relevante. E essa notícia relevante ocorreu depois que a coluna foi publicada.

Se você ligar agora para a Ecovias e ouvir a voz que informa as condições do sistema Anchieta-Imigrantes, vai achar que eu estou equivocado ou não ouvi direito a informação e confundi quilômetro com quilometro, como há anos se ouve na ligação. Mas creia, estou certo e orgulhoso de saber que, após ler aqui no AE a falha de locução, a Ecovias corrigiu o erro.

Agora só falta acertar a questão dos túneis que desapareceram na pista ascendente.

CL

A coluna “Histórias & Estórias” é de exclusiva reponsabilidade do seu autor.



quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Visita ao meu querido professor

 Hoje (8/10) tive uma tarde maravilhosa! Fui visitar meu querido professor, que dava aulas sensacionais de Direito Usual, na Faculdade de Comunicação, do curso de Jornalismo. Aos 87 anos, o professor GILDO DOS SANTOS me ouviu confessar que, por causa das suas aulas, quase desisti do Jornalismo para ser advogado (ainda bem que não segui este meu pensamento, porque seria duro enfrentar o que está acontecendo com a nossa Justiça nos dias atuais). Sempre gentil, o professor Gildo falou dos seus tempos de mestre na Católica (Direito) , nos colégios Tarqüinio Silva e Canadá, onde lecionava Português; de Juiz e Desembargador. locais onde era querido por todos. Citou com emoção sua esposa, dona Marinita, que já nos deixou, e com quem teve quatro filhos. E disse da alegria que lhes dão seus sete netos. Foi realmente uma tarde inesquecível, que pretendo repetir, o mais breve possível. Pena que esqueci de fazer uma self de nós dois, lado a lado. Mas ainda bem que existem fotos dele na Internet, para que você possa conhecer esta pessoa especial que é o professor Gildo do Santos.


terça-feira, 8 de outubro de 2024

DE TAXI PELO MUNDO


 

Ao receber a foto de amigos que visitaram Capri (no Golfo de Nápoles, no mar Tireno, com 30 mil habitantes, em uma área de 10,4 mkm) mostrando um táxi local, fiquei inspirado para falar de outros taxis, igualmente curiosos, ou não, espalhados por esse nosso planeta Terra.

Taxi em Capri, foto de Jader Andrade

Em Capri eles são montados sobre ao mais variados modelos e marcas, desde o menor dos carros, como um Fiat 600, até algumas “banheiras” que a indústria automobilística produziu. Todos com sua parte superior cortadas, substituídas por toldos que têm suas cores e formato determinado pelo gosto, ou mau gosto, do seu proprietário. Mas são todos “divertidos”.

- “E muito caros”, acrescenta minha amiga, informando que a mais barata, que dura 11 minutos, custa entre 10 e 13 Euro (cerca de R$ 50,00).

 

No contraponto dessa irreverência de Capri, a “seriedade” do táxi londrino, todos com o mesmo design e em sua maioria na cor preta, dai serem chamados de “black cabs”. Seu uso é muito caro também: uma corrida de 20 minutos, chega a custar 15 Libras Esterlinas (cerca de R$ 110,00). Nada muito diferente do preço cobrado por aqui, pelos aplicativos, em dias de chuva, ou na hora do rush. Certo? Diz a lenda que eles têm o teto elevado para que os “lords” ingleses pudessem entrar sem ter que  tirar sua elegantes cartolas.

O novo táxi londrino. Tão imponente  quanto o antigo

O táxi em Roma não tem lá seus atrativos, mas a cidade não poderia ficar fora de um roteiro. Certo? O preço de uma corrida do aeroporto internacional de Fiumicino até o centro custa 48 Euro, perto de R$ 250,00. Nas demais corridas pela cidade, vale o que mostra o taxímetro.





O “yellow cab”



A cor amarela no Yellow cab, em Nova York, talvez o táxi mais conhecido em todo o mundo, vem desde 1915, quando John Hertz inspirou-se em um estudo da universidade de Chicago, mostrando que a cor amarela combinada com o vermelho era mais visível de longe. Uma corrida padrão por lá custa US$ 10 (cerca de R$ 50,00). Informação extra: o primeiro táxi com motor a combustão circulou pela chamada “capital do mundo” em 1907.

No Rio de Janeiro, o mesmo argumento foi usado para determinar a cor do táxi carioca, onde o km rodado custa em torno de R$ 4,00.  E pode custar bem mais se você pegar um tiroteio na Linha Vermelha, e ficar parado por um longo tempo. (Uma observação; na minha infância morei no amado Rio de Janeiro, onde a malandragem, hoje substituída pela bandidagem,  andava por lá, dando golpes e pungando carteiras, na Praça XV, no Largo da Carioca, ou na Cantareira, a barca que fazia a travessia Rio-Niterói e que tem até música).

Em Pequim, capital chinesa, aparece o amarelo, como no Rio e Nova Iorque. Uma larga faixa nessa cor aparece em todos os modelos que circulam pela cidade e também por Shangai. E, pelas informações na Internet, os preços são bem convidativos.

Nos primeiros, custando entre US$ 2,80 e US$ 4,20 em corridas pelo Centro da cidade. Em Pequim com 21,8 milhões de habitantes,  e o amarelo dominando nos “carros de aluguel”, como eram chamados os táxi antigamente. Lá, os primeiros 3 km custam o equivalente a US$ 10,48, com custo adicional, por quilômetros rodado, de US$ 1,80. E justificativa para uso do amarelo: melhor visualização.

             

Em Roma, o táxi não tem cor definida, mas foi incluída aqui, apenas por ser Roma. A corrida entre o aeroporto de Fiumicino, o principal da Itália,  custa, fixo, o equivalente a US$ 48. E não se assuste com o trânsito terrível da cidade e com o motorista, que à todo momento, larga do volante para falar com as mãos, além do mais, olhar para você, sentado no banco traseiro.

Paris também foi incluída na lista, por ser a “Cidade Luz” e abrigar os mais famosos museus do mundo. Lá, a bandeirada custa US$ 2,60, e o quilômetro rodado, de dia, US$ 0,96 e US$ 1,17 à noite. E Buenos Aires, na lista por que é a capital dos “Hermanos” e onde Carlos Gardel cantou belos tangos compostos pelo brasileiro Alfredo Le Pera, nascido no bairro do Bexiga, (, localizado no Centro de São Paulo e tornado famoso por Adoniran Barbosa). Lá a bandeirada custa $ 1.28 pesos ( o dólar blue está a $ 1.200 pesos) e $ 128 pesos a cada 200 metros, com 20% de acréscime4 no período noturno.  Lisboa, só  incluí por uma questão sanguínea, em homenagem à minha amada vó Eva, mas não há o que falar, a não ser que para saber preços das corridas, devemos recorrer  a simulação da Coptaxis.

Nova Deli foi incluída por oferecer  o mais curioso tipo de taxi, o “Tukituki”, que foi inventado no Japão, mas predomina na capital da Índia, com seus quase 33 milhões de habitantes. Ele tem apenas três rodas, já que é montado sobre motocicleta, mas pode levar até sete pessoas, de acordo com sua configuração.



 

Finalmente, Tóquio, que abriga, além do táxi tradicional,  um dos mais antigos tipo de transporte de passageiro, o Riquixá, com duas rodas e, como diz seu nome em japonês, “jinrikisha” (veículo a tração humana). Ele surgiu no Japão em 1868 e hoje tem a versão ciclo-riquixá, montado sobre uma bicicleta.

Agora, em Berlim está o “taxi” mais divertido para quem gosta da uma boa cerveja alemã: o Beer Bike”, onde um determinado número de “passageiros”  (varia entre 6 e 12 pessoas) pedala  uma bicicleta em forma de mesa ou de um  balcão de bar, que tem um “ciclista” que não bebe e cuida que o “bar” não erre a mão, ao circular pelos pontos turísticos, do lado Ocidental de Berlim.